21 Photos: PÓVOA E MEADAS, Castelo de Vide, Portugal

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Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, PortugalPóvoa e Meadas, Castelo de Vide, Portugal

Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, PortugalPóvoa e Meadas, Castelo de Vide, Portugal
 
Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, PortugalPóvoa e Meadas, Castelo de Vide, Portugal
 
Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, Portugal
 
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Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, PortugalPóvoa e Meadas, Castelo de Vide, Portugal

 

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Póvoa e Meadas, Castelo de Vide, Portugal

 

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+Photos:  Igreja Paroquial

 
 
 
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+Photos:  Barragem P.Meadas
 
 

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External Link:  Wikipédia
 
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HISTÓRIA DE PÓVOA E MEADAS, FUNDAÇÃO:

Integra uma região povoada desde épocas remotas, como provam os numerosos vestígios dolménicos do seu termo, que atestam a antiguidade da localidade.

Crê-se, que a Póvoa terá sido fundada pelos Templários em redor da actual Igreja da Misericórdia entre, pelo menos entre 1278 e 1372 data da sua doação, juntamente com a povoação das Meadas, a Álvaro Mendes de Cáceres, fidalgo castelhano, que veio para Portugal ao serviço do rei D. Fernando.

O foral novo, dado por D. Manuel em 1511 à Póvoa, vem, de certo modo, corrigir alguns abusos dos senhorios. É também neste foral que se estabelece de forma definitiva a junção das Meadas à Póvoa, pois nele se lê. «...este foral dado à nossa villa de Póvoa e Meadas....», culminando, assim, um longo processo de progressivo esvaziamento das Meadas e, como consequência, a sua gradual dependência face à Póvoa.

A designação Póvoa e Meadas aparece, pois, pela primeira vez, em 1511 e voltaremos a encontra-la em 1549 na Bula «Pro excellenti apostolicae sedis», pela qual o Papa Paulo III cria, em 21 de Agosto a diocese de Portalegre.....

Constituído, em tempos, um concelho autónomo, foi extinto em 6 de Dezembro de 1836, no reinado de D. Maria II, data em que foi integrado no concelho de Castelo de Vide, sendo actualmente a única freguesia que não faz parte da Vila.

CARACTERIZAÇÃO:

Nossa Senhora da Graça de Póvoa e Meadas é uma freguesia portuguesa do concelho de Castelo de Vide, com 73,55 km² de área e 606 habitantes (2011).Densidade: 8,2 hab/km².

Foi vila e sede de concelho entre 1248 e 1836 . Era constituído por uma freguesia e tinha, em 1801, 742 habitantes.

Póvoa e Meadas é hoje uma pequena freguesia, a 12 quilómetros a norte da sede de concelho, Castelo de Vide, e a 15 quilómetros a Este da vila de Nisa.

A terra tem como padroeira Nossa Senhora da Graça. As festas religiosas são a 15 de Agosto e as pagãs marcam-se, normalmente, para a terceira semana daquele mês. Também é observada a festa de Santa Margarida, em Setembro.

A vila tem o seu centro no Rossio, pequeno jardim com coreto, no meio da localidade. Existe uma igreja matriz, datada do século XX, com arquitectura contemporânea, e quatro capelas. Ainda no plano religioso, Póvoa e Meadas tem um pároco residente.

Póvoa e Meadas possui um campo de futebol pelado, onde joga o clube local, uma praça de touros e vários equipamentos sociais: a Casa do Povo, explorada agora pelo rancho folclórico; um lar de terceira idade; um posto médico; um mercado de frescos.

LOCALIZAÇÃO: Situada a 12 quilómetros da sede de concelho, e com uma área de 73.62 Km2.

ARTESANATO: Ana Bela Diogo, Maria Adelaide Miranda e Maria da Cruz.

ONDE DORMIR: Quinta da Bela Vista e Casa da Meada.

GASTRONOMIA: Migas com Entrecosto, Sarapatel, Molhinhos com Tomatada, Pezinhos de Coentrada, Alhada de Cação e Fígado à Moda de Castelo de Vide.


ONDE COMER: Café Oásis, Café do Bairro Novo e Café Jardim.

LENDAS E TRADIÇÕES:
 A Ermida de São Silvstre fica perto da Póvoa, cerca de 2,5Km, mas situada no termo de Montalvão. A Ermida já é tão antiga (de referir o símbolo da Ordem dos Templários, a Cruz da Ordem de Cristo, talhado na pedra de cantaria no centro da abobada da capela) que dificilmente se poderá achar explicação para o facto de se fazer anualmente uma romaria no Domingo de Pascoela, quando o dia dedicado ao Santo é o último do ano.
 
Em avançado estado de degradação, foi mandada reconstruir pelo Sr. Eduardo Fragoso, benfeitor de Póvoa e Meadas e proprietário do Vale de São Silvestre, depois de ter pedido autorização ao Bispo de Portalegre. Foi acrescentando na altura á Ermida original uma sacristia e um alpendre para abrigar o Povo das chuvadas, tão frequentes em dia de romaria. Os devotos de S. Silvestre agradecidos prestaram-lhe justa homenagem.

A romaria á Ermida de S. Silvestre perde-se no tempo, mas o fervor da devoção ao Santo avivou-se depois da reconstrução da capela. Para comemorar tal feito, foi celebrada uma grande missa pelos párocos das duas freguesias – Póvoa e Montalvão – com procissão ao longo de toda a azinhaga (desde a estrada até á capela) e comprado um Santo novo, desta feita de barro, vestido de branco já que S. Silvestre fora Papa.


Entre a Póvoa e Montalvão sempre houve muitas rixas, mas esta questão do S. Silvestre veio ainda reforçar o “ódio de estimação”entre as duas freguesias. Diz-se que as gentes de Montalvão tinham tanta”raiva”ás da Póvoa, por terem sido estes a reconstruir a capela e a comprar um Santo novo, que até insistiram em ter o antigo (de madeira) na sacristia para lhe fazerem as oferendas. Lá diziam eles que “Santos de barro não fazem milagres”. Por causa destas e outras desavenças entre os dois Povos, é aqui nesta romaria, que começam as famosas brigas de pau e pedra em que as azinheiras, na azinhaga que liga a Capela á estrada, ficavam completamente desfolhadas.

Por a Póvoa ser famosa em ter as mais belas raparigas dos arredores, era esta romaria muito visitada. Vestidas com os seus” fatos de Carnaval”, saia encarnada bordada, xailes lindíssimos nas costas e com todo o ouro ao peito eram mais um motivo de desavença entre os rapazes, que ponham todo o fervor numa desgarrada bem cantada e improvisada mas acabando sempre em insultos entre eles e claro numas boas pauladas e pedradas.

Era costume nesta romaria levar-se o gado a benzer para este se criar bem, ter boas crias e também oferecer para leilão a melhor rês e bons chouriços, muitos deles feitos de propósito para a ocasião.

Dando três voltas à capela, á chegada, e outra tantas á partida em jeito de cumprimento ao Santo, assistia-se á missa, á procissão, ás ofertas e leilões e estendia-se a merenda toda a tarde, não faltando na toalha a tradicional freira – bolo de forma redonda com um ovo ao centro e uma cruz da massa do bolo por cima do ovo.

Adaptado do texto de Elisabeth Arez inserido no programa do III Festival de Folclore em 20 Agosto 1994