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Photos: CHURCH / Igreja da Nossa Senhora da Alegria

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Categoria: Arquitectura religiosa

Tipologia: Igreja

Localização: Largo da Igreja de Nossa Senhora da Alegria

Freguesia: Santa Maria da Devesa

Protecção Legal: Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Nota Histórica: Situada no interior das muralhas do castelo, a igreja de Nossa Senhora da Alegria deverá ter sido reedificada no início do século XVII, conforme a legenda inscrita sobre a porta da capela-mor, que dá para a sacristia - "Esta casa toda se fez no anno de 1638 à custa dos mordomos que nesse anno serviram". Uma data que coincide com a cronologia apontada por Santos Simões para o revestimento azulejar que preenche todo o interior da igreja.

Mais tarde, em 1720, e de acordo com uma outra inscrição igualmente na capela-mor, a igreja sofreu nova intervenção - "Virgini. Matri. A. Sa. Alegria (representa-se aqui um coração). Sub. Proct. Hujusce. Populi. Senatus. Imp. Joane. V. Portucalie. Rege. Sumpt. Laurentii. Bernardes uxoris. Et. Aliorum Anno 1720.+++". Esta última, que poderá ter sido responsável pela implantação do altar-mor em talha pintada deverá, no entanto, relacionar-se com a construção do convento de Santa Catarina, contíguo à igreja, e que nunca chegou a ser terminado.

O testamento de D. Marianna Eugénia de Mendonça Furtado, reconhecido a 8 de Outubro de 1730 e aberto a 12 de Dezembro de 1837, refere a instituição do convento, percebendo-se que a igreja já existia e que seria integrada como capela do convento (publicado por REPENICADO, 1965, pp. 143-147). No mesmo documento, D. Marianna pedia para que, se à data da sua morte o convento não estivesse ainda terminado, o seu corpo fosse sepultado na capela-mor da igreja, o que veio a acontecer. Os dados avançados não nos permitem, no entanto, perceber quando tiveram início as obras do convento. Sabe-se apenas que em 1716 não havia dinheiro para continuar a sua construção, o que motivou a intervenção de Manuel de Azevedo Fortes, pedindo à Câmara uma solução para o caso. Os problemas sucederam-se e em 1755 as obras foram embargadas definitivamente devido ao perigo que consistia a existência do Armazém de Pólvora nas imediações (REPENICADO, 1965, p. 147).

A igreja, de reduzidas dimensões, apresenta uma só nave e capela-mor coberta por abóbada semi-esférica, com sacristia anexa do lado da Epístola. Na fachada, rasga-se um pórtico de grande simplicidade, com verga recta em granito, sobrepujado por painel de azulejos de padrão que remata em cruz, e nicho central com a imagem de Nossa Senhora da Alegria em barro.

No interior, as paredes são totalmente revestidas por azulejos "de tapete" de diferentes padrões, que Santos Simões identificou no seu Corpus de Azujeria do século XVII, e que se podem considerar bastante comuns neste período. O revestimento prolonga-se pelo interior da abóbada da capela-mor, resultando do conjunto uma ilusão espacial bastante eficaz. As aberturas surgem quase inexistentes, lembrando seteiras, o que pode indiciar a existência de uma construção anterior, como defendem alguns autores, baseados no desenvolvimento urbanístico do casario do interior do castelo (JORGE, 1991).
 
in http://www.fontedavila.org


Revestimento

Categoria: Azulejo

Nota Histórica: Os azulejos de padrão da Igreja de Nossa Senhora da Alegria encontram-se aplicados no interior e também no exterior do edifício, numa manifestação rara da presença de elementos cerâmicos de padronagem sobre o portal principal e a envolver e a revestir o nicho com a imagem da padroeira do templo, ela própria em cerâmica com a legenda pintada no azulejo que lhe serve de plinto: N.S.DA / ALEGª / RIA.

O interior, integralmente revestido por azulejo de padrão do século XVII, constitui, com a a Igreja de São Tiago e da Senhora da Penha, um significativo testemunho do gosto por este género de aplicação cerâmica, com padrões muito semelhantes entre si, na vila de Castelo de Vide.

in http://www.fontedavila.org

 
 
Designação Igreja de Nossa Senhora da Alegria

Outras Designações / Pesquisas Capela de Nossa Senhora da Alegria / Igreja do Castelo / Convento de Santa Catarina / Convento de Nossa Senhora da Alegria / Igreja de Nossa Senhora da Alegria / Igreja do Castelo

Categoria / Tipologia Arquitectura Religiosa / Igreja

Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / São João Baptista

Endereço / Local Terreiro de Nossa Senhora da Alegria, Castelo de Vide

Situação Actual Classificado

Categoria de Protecção Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia Portaria n.º 740-CN/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Declaração de retificação n.º 1201/2012, DR, 2.ª série, n.º 184, de 21-09-2012
Anúncio n.º 13415/2012, DR, 2.ª série, n.º 178, de 13-09-2012
Despacho de concordância de 12-09-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 19-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011
Proposta de 15-11-2011 da DRC do Alentejo para a classificação como MIP
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010
Edital de 15-07-2004 da CM de Castelo de Vide
Despacho de 8-11-1996 do vice-presidente do IPPAR a determinar a abertura da instrução do processo de classificação
Proposta de 16-10-1996 da DR de Évora para a classificação como IIP

ZEP Portaria n.º 740-CN/2012, DR, 2.ª série, n.º 248 (suplemento), de 24-12-2012 (sem restrições)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-11-2012 da diretora-geral da DGPC
Declaração de retificação n.º 1201/2012, DR, 2.ª série, n.º 184, de 21-09-2012
Anúncio n.º 13415/2012, DR, 2.ª série, n.º 178, de 13-09-2012
Despacho de concordância de 12-09-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer favorável de 19-12-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Proposta de 15-11-2011 da DRC do Alentejo
 
Nota Histórico-Artistica Situada no interior das muralhas do castelo, a igreja de Nossa Senhora da Alegria deverá ter sido reedificada no início do século XVII, conforme a legenda inscrita sobre a porta da capela-mor, que dá para a sacristia - "Esta casa toda se fez no anno de 1638 à custa dos mordomos que nesse anno serviram". Uma data que coincide com a cronologia apontada por Santos Simões para o revestimento azulejar que preenche todo o interior da igreja.
Mais tarde, em 1720, e de acordo com uma outra inscrição igualmente na capela-mor, a igreja sofreu nova intervenção - "Virgini. Matri. A. Sa. Alegria (representa-se aqui um coração). Sub. Proct. Hujusce. Populi. Senatus. Imp. Joane. V. Portucalie. Rege. Sumpt. Laurentii. Bernardes uxoris. Et. Aliorum Anno 1720.+++". Esta última, que poderá ter sido responsável pela implantação do altar-mor em talha pintada deverá, no entanto, relacionar-se com a construção do convento de Santa Catarina, contíguo à igreja, e que nunca chegou a ser terminado.
O testamento de D. Marianna Eugénia de Mendonça Furtado, reconhecido a 8 de Outubro de 1730 e aberto a 12 de Dezembro de 1837, refere a instituição do convento, percebendo-se que a igreja já existia e que seria integrada como capela do convento (publicado por REPENICADO, António, 1965, pp. 143-147). No mesmo documento, D. Marianna pedia para que, se à data da sua morte o convento não estivesse ainda terminado, o seu corpo fosse sepultado na capela-mor da igreja, o que veio a acontecer. Os dados avançados não nos permitem, no entanto, perceber quando tiveram início as obras do convento. Sabe-se apenas que em 1716 não havia dinheiro para continuar a sua construção, o que motivou a intervenção de Manuel de Azevedo Fortes, pedindo à Câmara uma solução para o caso. Os problemas sucederam-se e em 1755 as obras foram embargadas definitivamente devido ao perigo que consistia a existência do Armazém de Pólvora nas imediações (REPENICADO, António, 1965, p. 147).
A igreja, de reduzidas dimensões, apresenta uma só nave e capela-mor coberta por abóbada semi-esférica, com sacristia anexa do lado da Epístola. Na fachada, rasga-se um pórtico de grande simplicidade, com verga recta em granito, sobrepujado por painel de azulejos de padrão que remata em cruz, e nicho central com a imagem de Nossa Senhora da Alegria em barro.
No interior, as paredes são totalmente revestidas por azulejos "de tapete" de diferentes padrões, que Santos Simões identificou no seu Corpus de Azujeria do século XVII, e que se podem considerar bastante comuns neste período. O revestimento prolonga-se pelo interior da abóbada da capela-mor, resultando do conjunto uma ilusão espacial bastante eficaz. As aberturas surgem quase inexistentes, lembrando seteiras, o que pode indiciar a existência de uma construção anterior, como defendem alguns autores, baseados no desenvolvimento urbanístico do casario do interior do castelo (JORGE, Ana Santos, 1991). (Rosário Carvalho)


Bibliografia

Título "The Old Burgo of Castelo de Vide, Portugal, Safeguard and Conservation, (dissertação de mestrado apresentada à Katholieke Universiteit Leuven)"
Local Lovaina
Data 1991
Autor(es) JORGE, Ana Santos

Título "Castelo de Vide, Subsídios para o Estudo da Arqueologia Medieval"
Local Portalegre
Data 1979
Autor(es) TRINDADE, Diamantino Sanches

Título "Relação de Sucessos Históricos, Notícias e Acontecimentos Políticos, Administrativos, Sociais e Outros da Notável Vila de Castelo de Vide, separata do jornal O Castelovidense, n.º 281 - 397."
Data 1965
Autor(es) REPENICADO, António Vicente Raposo

Título "Castelo de Vide - Arquitectura Religiosa, vol I"
Data 1981
Autor(es) TRINDADE, Diamantino Sanches

Título "Memoria historica da muito notavel villa de Castello de Vide"
Local Lisboa
Data 1908
Autor(es) VIDEIRA, César Augusto de Faria,

Título "Breve roteiro da notável vila de Castelo de Vide"
Local Castelo de Vide
Data 1966
Autor(es) REPENICADO, António Vicente Raposo

Título "Azulejaria em Portugal no século XVII"
Local Lisboa
Data 1971
Autor(es) SIMÕES, J. M. dos Santos

Título "Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém"
Local Lisboa
Data 2000
Autor(es) SEQUEIRA, Gustavo de Matos


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