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Photos: MENHIR / Menir da Meada (Nacional Monument)

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Categoria: Arqueologia

Tipologia: Menir

Localização: Tapada do Cilindro; Meada; Curral da Argola; Represa / Freguesia: Santa Maria da Devesa - secção J; prédio 17; parcela 3 / Coordenadas UTM - 29SPD33777317

Freguesia: Santa Maria da Devesa

Protecção Legal: Em Vias de Classificação (Homologado - MN Monumento Nacional) (Despacho de 18 de Março de 1997)

Nota Histórica: Trata-se de um monólito granítico, cuja configuração é cilindriforme-fálica, com 7m. de altura e um diâmetro máximo de 1,25m. Em 1993 foi sujeito a uma intervenção de restauro e consolidação, que permitiu a união das duas partes fragmentadas. Das diversas interpretações para a prática de se erguerem pedras isoladas na paisagem pré-histórica assume particular aceitação a explicação para os menires serem os actuais testemunhos materiais de ancestrais cultos à fertilidade da terra. Esta ideia sustenta-se no facto de, no período correspondente à cultura megalítica, as primitivas comunidades caçadoras e recolectoras Terem evoluído para novas sociedades agro-pastoris, onde, consequentemente, a terra passou a deter uma importância vital e preponderante para a subsistência e economia dos povos.
Descrição: Monólito de granito porfiróide de grão grosseiro. Possuí configuração cilindriforme e está erecto fincado no solo. A extremidade apresenta-se afilada - nesta zona é facilmente perceptível uma glande, em relevo, algo desgastada pela erosão, que envolve diagonalmente todo o monólito, evidenciando, assim, uma representação fálica. Antes de serem efectuados os trabalhos com vista a restituir-lhe o seu aspecto original, o menir apresentava-se partido em duas porções, em que a base, in situ, emergia do solo 1,34m e encontrava ligeiramente inclinada para poente. A outra porção, a de maiores dimensões encontrava-se tombada, igualmente para poente. A zona de fractura nessas duas porções encontrava-se significativamente alterado, daí resultando uma maior dificuldade para a união das superfícies. 
 

in "http://www.fontedavila.org"

 
Designação Menir da Meada

Outras Designações / Pesquisas Menir da Meada

Categoria / Tipologia Arqueologia / Menir

Divisão Administrativa Portalegre / Castelo de Vide / Santa Maria da Devesa

Endereço / Local Tapada do Cilindro
Situação Actual Classificado

Categoria de Protecção Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia Decreto n.º 16/2013, DR, 1.ª série, n.º 119, de 24-06-2013 (sem restrições)
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012
Anúncio n.º 13656/2012, DR, 2.ª série, n.º 214, de 6-11-2012
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010
Despacho de homologação 18-03-1997 do Ministro da Cultura
Parecer de 3-07-1995 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como MN
Despacho de abertura de 6-06-1995 do presidente do IPPAR
Proposta de classificação de 13-09-1994 da CM de Castelo de Vide

ZEP Portaria n.º 121/2015, DR, 2.ª série, n.º 35, de 19-02-2015 (com ZNA)
Anúncio n.º 249/2014, DR, 2.ª série, n.º 199, de 15-10-2014
Parecer favorável de 3-07-2014 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura
Nova proposta de 21-11-2013 da DRC do Alentejo
Devolvido à DRC do Alentejo em 5-07-2013 para reanálise
Proposta de 5-06-2012 da DRC do Alentejo

Zona "non aedificandi" Portaria n.º 121/2015, DR, 2.ª série, n.º 35, de 19-02-2015

Nota Histórico-Artistica O Menir da Meada é o mais impressionante monumento megalítico da região de Castelo de Vide, e o maior menir totalmente talhado pelo homem em toda a Península Ibérica. O monólito, com cerca de 4 metros de altura a partir do solo, 7,15 m de comprimento total e um diâmetro máximo de 1,25 metros, está implantado de forma isolada no patamar granítico do Rio Sever, fazendo parte de um conjunto de antas e menires deste material lítico, estes últimos implantados sequencialmente na linha de contacto entre granitos e xistos que delimita a mancha megalítica da Serra de São Mamede.
Embora sem datação precisa, é seguro afirmar que o Menir da Meada foi erguido em pleno Neo-calcolítico, na mesma altura em que se construíram as grandes sepulturas megalíticas da região, incluindo a necrópole megalítica de Coureleiros. Forma um conjunto com outros menires de grande volume, todos distribuídos com assinalável regularidade ao longo do limite do corredor granítico da serra, delimitando a área sepulcral dos granitos; a sua altura excecional poderá estar justamente relacionada com a visibilidade dos alinhamentos, uma vez que o menir se eleva num outeiro de menor altura em relação aos restantes.
O menir foi restaurado e reerguido na década de 90 do século XX, quando foi possível devolver-lhe a aparência original, unindo-se as duas partes em que se encontrava fraturado aquando da sua descoberta em 1965, e possivelmente desde o domínio romano da região e a consequente intensificação das práticas agrícolas. A pedra apresenta configuração cilindriforme, de nítidos contornos fálicos, acentuados por um ressalto semelhante a uma glande envolvendo a extremidade superior. A superfície alisada teria sido, originalmente, quase polida, sendo ainda visíveis as marcas deixadas pelo instrumento de fricção nas zonas melhor conservadas.
O Menir da Meada, de notável imponência, ilustra de forma singular a importância da região na época pré-histórica, de resto atestada por muitos outros vestígios da monumentalização do território pelas populações locais. Ainda que se desconheça a real dimensão da sua carga simbólica e das suas prováveis multifuncionalidades, este monólito interliga-se perfeitamente no ambiente geográfico e cultural das sepulturas megalíticas da área de influência do Rio Sever, distinguindo-se tanto de forma individual como na relação que estabelece com os restantes monumentos da mesma tipologia. Constitui testemunho privilegiado do ambiente socioeconómico, da capacidade organizativa, das condicionantes naturais, dos conhecimentos, dos sistemas de crenças e do contexto ritual e simbólico da comunidade que o gerou, apresentando-se como uma forma ímpar de expressão do mito pelo homem do Neolítico, e como vestígio material de valor inquestionável no contexto peninsular.
Sílvia Leite / DBC-DGPC / 2013


Bibliografia


Título "As grandes vias da Lusitania - O Itinerário de Antonio Pio"
Data 1964
Autor(es) SAA, Mário

Título "Carta Arqueológica do Concelho de Castelo de Vide"
Local Lisboa
Data 1975
Autor(es) RODRIGUES, Maria da Conceição Monteiro

Título "Folheto turístico da CMCV referente ao Menir"

Título "A Recuperação do Menir da Meada e o seu Enquadramento Histórico e Geográfico na Bacia do Rio Sever, IBN MARUAN"
Local Marvão
Data 1995
Autor(es) OLIVEIRA, Jorge de

Título "Monumentos Megalíticos do Concelho de Marvão"
Local Portalegre
Data 1991
Autor(es) DIAS, Ana Carvalho, OLIVEIRA, Jorge de

Título "O Menir da Meada e Doação dos Castelos de Monsanto e de Abrantes com o seu termo, por Dom Afonso Henriques em 1171 e 1173, à Ordem de Santiago da Espada, Ethnos"
Local Lisboa
Data 1965
Autor(es) BARATA, J. P. Martins

“http://www.patrimoniocultural.gov.pt”